Baile das frutasquarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Baile das Frutas - Jaime Rezende Marquito
Baile das frutasdomingo, 19 de julho de 2009
Pequenas poesias
Tenho um Sol só meu
Feito de sonho e magia,
De cor amarela
E jeito engraçado :
- Quando é dia
Ele sorri e me espia.
- Quando é noite
Ele dorme e se esfria.
O C O M E T A
O Cometa não é estrela
Nem planeta,
O Cometa é viajante
Estelar,
Grande rei andarilho,
De bela coroa
E cauda a brilhar...
O FOGUETE
Uma vez um foguete
Que tocava trompete
No céu resolveu morar
E tocando o trompete
Com jeito de bem tocar
Se foi o foguete
Pro céu a trompetear.
João de Deus Souto Filho
(Recolhidos do livro “Na Ponta Da Pena”)
Um mundo de palavras
Flor-alegria
Flor-alimento
Flor-amor
Flor-beleza
Flor-borboleta
Flor-colibri
Flor-orvalho
Flor-perfume
Flor-silêncio
Flor-sonho
Flor-vida,
Vida de flor.
Cores
e dos flocos de algodão.
do ouro e dos girassóis.
e da cinza dos braseiros.
e de escondidas violetas.
do anil e do mar profundo.
e das castanhas de Natal.
e do rosto de muitos nenéns.
da fumaça e do carvão.
e das pedras de esmeralda.
que colore nossos corações.
A Pipa e o Vento
dou linha à pipa
e ela sobe alto
pela força do vento.
O vento é feliz
porque leva a pipa,
a pipa é feliz
porque tem o vento.
Se tudo correr bem,
pipa e vento,
num lindo momento,
vão chegar ao céu.
Cleonice Rainho
Olavo Bilac para crianças
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca . . .
sábado, 18 de julho de 2009
Adriana Calcanhotto para crianças
Composição: Dunga / Paula Toller
Por que você é flamengo
E meu pai botafogo?
O que significa
"impávido colosso"?
Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
Por que os dentes caem?
Por onde os filhos saem?
Por que os dedos murcham
Quando estou no banho?
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?
Quanto é mil trilhões
Vezes infinito?
Quem é Jesus Cristo?
Onde estão meus primos?
Well, well, well
Gabriel...
Well, Well, Well, Well...
Por que o fogo queima?
Por que a lua é branca?
Por que a terra roda?
Por que deitar agora?
Por que as cobras matam?
Por que o vidro embaça?
Por que você se pinta?
Por que o tempo passa?
Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?
Do que é feita a nuvem?
Do que é feita a neve?
Como é que se escreve
Re...vèi...llon?
Gato Pensa?
Compositor(es): Adriana Calcanhotto/Ferreira Gullar
Dizem que gato não pensa
Mas é difícil de crer.
Já que ele também não fala
Como é que se vai saber?
A verdade é que o Gatinho,
Quando mija na almofada,
Vai depressa se esconder:
Sabe que fez coisa errada.
E se a comida está quente,
Ele, antes de comer,
Muito calculadamente,
Toca com a pata pra ver.
Só quando a temperatura
Da comida está normal,
Vem ele e come afinal.
E você pode explicar
Como é que ele sabia
Que ela ia esfriar?
sábado, 11 de julho de 2009
Vinicíus de Moraes para crianças II
Paulo Soledade/Vinícius de Moraes
As coisas devem ser bem grandes
Pra formiga pequenina
A rosa, um lindo palácio
E o espinho, uma espada fina
A gota d'água, uma manso lago
O pingo de chuva, um mar
Onde um pauzinho boiando
É navio a navegar
O bico de pão, o Corcovado
O grilo, um rinoceronte
Uns grãos de sal derramados
Ovelhinhas pela monte
Vinícius de Moraes para crianças I
Bacalov/Toquinho/Vinícius de Moraes
Estou vivo, mas não tenho corpo
Por isso é que eu não tenho forma
Peso eu também não tenho
Não tenho cor
Quando sou fraco
Me chamo brisa
E se assovio
Isso é comum
Quando sou forte
Me chamo vento
Quando sou cheiro
Me chamo pum!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Cecilia Meireles para crianças IV
Quem me compra um jardim
com flores?
borboletas de muitas
cores,
lavadeiras e pas-
sarinhos,
ovos verdes e azuis
nos ninhos?
Quem me compra este ca-
racol?
Quem me compra um raio
de sol?
Um lagarto entre o muro
e a hera,
uma estátua da Pri-
mavera?
Quem me compra este for-
migueiro?
E este sapo, que é jar-
dineiro?
E a cigarra e a sua
canção?
E o grilinho dentro
do chão?
(Este é meu leilão!)
Cecília Meireles
Cecilia Meireles para crianças III
O mosquito pernilongo
trança as pernas, faz um M,
depois, treme, treme, treme,
faz um O bastante oblongo,
faz um S.
O mosquito sobe e desce.
Com artes que ninguém vê,
faz um Q,
faz um U, e faz um I.
Este mosquito
esquisito
cruza as patas, faz um T.
E aí,
se arredonda e faz outro O,
mais bonito.
Oh!
Já não é analfabeto,
esse inseto,
pois sabe escrever seu nome.
Mas depois vai procurar
alguém que possa picar,
pois escrever cansa,
não é, criança?
E ele está com muita fome.
Cecília Meireles
Cecilia Meireles para crianças II
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Cecília Meireles
Cecília Meireles para crianças I
Com seu colar de coral,
Carolina
corre por entre as colunas
da colina.
O colar de Carolina
colore o colo de cal,
torna corada a menina.
E o sol, vendo aquela cor
do colar de Carolina,
põe coroas de coral
nas colunas da colina.
Cecília Meireles
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Poesia para crianças
Rosa Clement, © 2009
Meu cachorro cava,
cava, cava, cava.
Quer enterrar um osso
que ganhou no almoço.
Ele cava fundo,
fundo, muito fundo.
Talvez queira sair
do outro lado do mundo.
Meu cachorro late,
late, late, late
sempre que passa alguém
ou não passa ninguém.
Ele late forte,
forte, muito forte.
Deixa de prontidão
gatos de sul a norte.
Meu cachorro come,
come, come, come,
mas se for ração
ele não come, não.
Ele come frango,
frango, muito frango.
Quando ganha costela
só falta dançar tango.
Meu cachorro dorme,
dorme, dorme, dorme
no tapete macio
ou no cimento frio.
Ele dorme, sonha,
dorme e de repente,
levanta, gira e deita
e dorme novamente.
Atirei o pau no gato
A música é assim...
Atirei o pau no gato-to-to
Mas o gato-to-to não morreu-reu-reu.
Dona Chica-ca-ca admirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu.
Miaaau!
Chuva que Cai
Rosa Clement, © 2001
Quando é noitinha
a chuva cai.
Se cai de cima,
ou cai de lado
faz muito estrondo
no meu telhado.
Onde ela vai?
Onde ela vai?
Vai lavar rua,
lavar calçada,
lavar quem passa
na madrugada,
tocar tambor
com um trovão,
tirar retrato
com um clarão,
brincar com vento
lá na mangueira
e eu que escute
a barulheira.
Lá vai a chuva.
Onde ela vai?
Onde ela vai?
Já vai embora,
não volta mais.
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Atirei o pau pro gato
Mas você pode cantar assim...
Rosa Clement, © 2005